sexta-feira, 27 de julho de 2012

LITERATURA SEXUAL PICANTE E ESTIMULANTE



As opções são vastas. O mercado literário explora amplamente o tema sexualidade. Chega ao Brasil a tradução de uma trilogia polêmica por abordar o masoquismo em detalhes minuciosos.

A mídia noticiou: "Desde seu lançamento nos Estados Unidos, em março, vendeu mais de 10 milhões de exemplares em apenas seis semanas, tornando-se o maior fenômeno editorial dos últimos tempos. (...) No começo de junho, o serviço de verificação de venda de livros nos Estados Unidos, o BookScan, informou que a trilogia acabara de abocanhar 25% do mercado americano de ficção adulta, além de ter ganhado tradução para 37 idiomas."

Uau!!!

Mesmo sem conhecer o conteúdo, uma reflexão se faz bastante oportuna: o que leva 10 milhões de pessoas a buscar essa leitura, num período tão curto (apenas seis semanas)? Porque tamanho interesse? O que esses leitores estão buscando?

Ao deparar-se com os comentários de pessoas comuns (o que exclui os críticos literários) é possível identificar um preocupante “desespero sexual coletivo”. Os seres humanos se mostram sedentos por alguma informação capaz de mostrar-lhes o que sozinhos não conseguem enxergar, tampouco alcançar: o orgasmo máximo proporcionado por uma experiência sexual.

Vale tudo, servem-se de tudo, apelam para tudo. É tão sedutor e instigante quanto perigoso. Classificar como doentio não é válido. O aspecto doente dessas propostas sexuais é atual e, portanto, apresenta-se como uma espécie de “tendência”. Parece loucura, mas ser doente está na moda. Muitas pessoas, inclusive, se sustentam nesse status: “doente por sexo”! Como se tal rótulo, de alguma maneira, as diferenciasse com a vantagem de aproximá-las do tão almejado êxtase sexual.

E a ladeira desce... E o descalabro é profundo... Explorar esta abordagem pode render muitas páginas. No entanto, duas opções se apresentam: continuar descendo, se atolar e adoecer de verdade ou parar e olhar para cima.

“Mas eu quero sentir! Quero prazer! Quero experimentar esse êxtase, esse orgasmo máximo que uma relação sexual pode me proporcionar! Quero, portanto, continuar explorando esse universo!”

Lamento muito, mas não será com práticas sadomasoquistas e sexo animal ou grupal que conseguirá alcança-lo! O caminho não é este.

“Mas o meu mundo é esse, vibro isso, quero isso, vivo para isso, meu namorado (marido, parceiro) quer isso, a gente já fez muito disso e é aí que eu estou, com toda essa carga de expectativas!”

Então, compreenda: toda proposta de sexo animal gera de tudo, menos um orgasmo puro e verdadeiro. A energia gerada na relação sexual animalesca remete os envolvidos para uma experiência de exaurimento energético.

O orgasmo máximo que a humanidade busca é uma experiência ESPIRITUAL. Mostra-se inalcançável porque, de fato, é algo sobrenatural. Numa comparação racional, seria como viver uma experiência fora do corpo, ir até o céu e retornar, completamente lúcido para contar o que viu e tentar explicar as sensações.

Com o verdadeiro orgasmo também é assim. A experiência se dá através de um encaixe perfeito entre pessoas lúcidas que se AMAM e o sentimento alcançado a nada se compara por ser espiritual e único. Abre-se um portal. É indescritível por ser sagrado e, portanto, um mistério. É uma celebração, é fonte de felicidade duradoura porque preenche a alma. Trata-se de uma experiência que equilibra, restaura a saúde, encanta e remete para uma segurança típica de pessoas que alcançaram a liberdade.

O verdadeiro orgasmo eleva o espírito, preenche, faz feliz e liberta.

Já o sexo animalesco, sadomasoquista ou grupal (e todas as suas vertentes) adoece irremediavelmente e joga a humanidade no completo desespero por uma razão muito simples: mesmo sentindo euforias e atingindo níveis altíssimos de prazer (adrenalina), o espírito permanece CLAMANDO por um encontro sagrado. É uma inteligência que foge do controle humano E NÃO CESSA. Quanto mais longe dessa realidade sagrada e quanto mais práticas sexuais doentes, mais o espírito clama e implora por uma relação com amor. Se a pessoa ignora e persiste na atitude, permanece com um INCÔMODO DE ALMA e se desespera por não sentir o êxtase que as relações sexuais deveriam proporcionar. O máximo que se alcança no “sexo por sexo” ou no “sexo por puro prazer” JAMAIS sobreporá o verdadeiro orgasmo, que é inatingível sem amor. Um quadro desafiador de contraprova, no qual, repito, “vale tudo, servem-se de tudo, apelam para tudo”, mas nada funciona... A sede é eterna!

No dia seguinte, o esforço passa a ser SUPORTAR-SE. Eis que se apresentam as drogas e o álcool para aliviar essa insatisfação, completando o caos!

E assim a humanidade segue... inconsciente, doente, desesperada, sedenta, brutal, extremista, masoquista... refletindo nas atitudes sexuais todo o seu desequilíbrio.

Há tanto por saber! Você busca alívio? De qual informação ainda precisa?


segunda-feira, 16 de julho de 2012

POR UM FIO...


Banho preparado, água quentinha e um bebê, já sem roupa, rindo sobre a cama. Esticou os bracinhos e deu um abraço. Seu cheirinho e calor provocaram saudades de um momento presente porque sei que o calor não é eterno e muitas mães já não podem fazer isso...

Decidi escrever, nem sei por que. Acho que nunca havia sentido algo parecido. Até me tornar mãe, o mundo era um, mas agora tudo mudou. Ser responsável por uma vida me faz ver, nas atitudes das outras mães, consequências boas e ruins refletidas nos seus filhos. Bebês, crianças ou adolescentes, não importa! Todos filhos... muitas consequências.

Observo e questiono: Bebês com problemas emocionais? Crianças com dificuldade de aprendizado, de concentração, violentas ou doentes? Adolescentes com doenças incuráveis?

Até pouco tempo, me sentia indignada por não ter respostas. Alguns sofrimentos eram inaceitáveis para mim. Um bebê com câncer, por exemplo, era inconcebível! Qual o propósito divino de tanta dor para um inocente? Permaneci assim, inconformada, até ouvir que a doença de um bebê, em regra, é lição para os pais. Fez todo o sentido! Se o aprendizado fosse da criança, a doença se manifestaria quando ela pudesse entender seus porquês e não na fase da inconsciência.

Muitas mães não tem “a menor noção” das consequências das suas escolhas e atitudes. Os perfis são inúmeros: temperamentais, consumistas compulsivas, arrogantes, excessivamente carentes, ciumentas, inseguras, invejosas, críticas, mentirosas, prepotentes, irredutíveis, mandonas, briguentas, fofoqueiras, violentas, dramáticas, apegadas, superprotetoras, dissimuladas, fumantes, ébrias (alcoólatras em menor e maior grau), viciadas em droga, jogo, sexo, etc...

Sem se preocupar com a resultante da sua postura, a mãe compromete a saúde psíquica de um filho de forma irreparável. Atrevo-me a descrever um perfil muito comum: daquela que cresce acreditando no príncipe encantado (já que explorei esse assunto há pouco tempo).

Com o passar do tempo, a realidade que se apresenta não condiz com a expectativa criada. A frustração é inevitável e a revolta se apresenta como uma indesejável companheira de todas as horas. Soma-se ao corpo que não voltou à antiga forma, à casa que não está como deveria, ao marido que trocou a paixão por pequenas grosserias, ao limite estourado do cartão e a todas as demais limitações tão triviais que ela passa a experimentar. Um contexto em que a irritação profunda brota com toda a sua força e é metralhada com uma carga pesadíssima de cobranças, brigas, reclamações e insatisfações. O que? A criança? Quando muito é usada para atingir o outro.

Outro perfil: mulheres desprendidas, modernas, sensuais e atuais, em regra, permanecem fiéis à agenda, aos compromissos sociais, à disciplina para com o corpo. O filho é um mero detalhe e deve compor o cenário: roupinha linda, cabelinho perfeito, fazendo o que quiser (sem disciplina) para "dar sossego" e não atrapalhar a atuação da mãe.

Cada perfil requer a descrição de um quadro mais caótico do que o outro.

Criança saudável, razoavelmente comportada, inteligente, equilibrada e segura certamente é fruto de uma convivência coerente com as suas necessidades.

Nenhum bebê nasce triste, mimado, hiperativo ou emocionalmente desequilibrado. O que o torna assim é o meio. Criança nenhuma convive bem com gritos, bebida, cigarro, drogas, insatisfações, mentiras, surtos psicóticos, crises, baixarias (ainda que na tv), silêncios mórbidos provocados pelo quadro psicodepressivo dos pais.

Todas essas circunstâncias da vida têm desdobros. O trauma plantado na primeira infância se manifesta de muitas maneiras diferentes. Por isso atribui-se às mães a responsabilidade por tudo o que acontece de bom e ruim na vida dos seus filhos. Elas têm o poder de conduzir da melhor maneira e nem sempre o fazem. A omissão diante de momentos cruciais conduzem as vidas para um aprendizado sustentado em sofrimento. Um quadro em que as doenças e as perdas irreparáveis provam que efetivamente têm função. Somente diante do caos é que certas compreensões são alcançadas. Então, a Mãe Natureza tem se valido desse recurso com muita frequência. Ela tem permitido, como sempre fez, que espíritos predispostos a ensinar cumpram suas funções.

Por mais desequilibrada que seja a mãe, diante da dor do filho ela repensa a vida.

O problema é quando essa realidade chega: leito de hospital, fragilidade extrema e a vida por um fio. Olhar para quem você trouxe ao mundo e perceber que não mais poderá sentir seu cheiro nem seu calor é uma dor indescritível. A manifestação da vida é banalizada por não acreditarmos que ela pode sim acabar. Quando isso se aproxima ou de fato acontece, o vazio que se instala evidencia o tempo desperdiçado, mal aproveitado, os sucessivos erros cometidos sustentados em idiotices, carências e competições. Tudo o que se pede é mais uma oportunidade para abraçar, sentir que respira e está bem. Mas nem sempre é possível...

Todos os seres humanos sofrem perdas irreparáveis. Faz parte do ciclo da vida. Se você ainda não viveu essa experiência, fortaleça-se para enfrentar o que certamente virá. Essa afirmação está sustentada no óbvio e não se trata de nostalgia ou pessimismo. É um fato, é natural e evidente!

Do lado de lá, para onde se vai depois da última expiração, a convivência não será exatamente como era aqui. Tudo o que foi esquecido para permitir que esta experiência acontecesse será relembrado e o sentimento poderá ser um pouco diferente.

Que lá não haja culpas para que o olhar de cumplicidade e gratidão possa existir... e que aqui a lucidez desse momento torne melhor a convivência do agora, porque ela é única e preciosa!
 


 
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