quarta-feira, 6 de novembro de 2019

ESTOU SOLTEIRA E PRECISO DE MAIS HONESTIDADE NAS TRATATIVAS SOBRE SEXUALIDADE


"ESTOU SOLTEIRA E PRECISO DE MAIS HONESTIDADE NAS TRATATIVAS SOBRE SEXUALIDADE. O QUE TEM SE APRESENTADO NÃO ME ATENDE MAIS. TALVEZ NUNCA TENHA ME ATENDIDO. PRECISO DESCOBRIR..."

Estar solteira, para algumas pessoas, é cruel. Para outras, libertador. Em todos os casos, a regra é: faça sexo! Solteira ou comprometida, se sentindo abandonada, prisioneira ou livre, não importa! Faça sexo! E todo mundo faz. Simples assim. Com quem? Ah... Depende! Depende do momento, da carência, do apetite sexual, se está com raiva do ex, se é carnaval, se está viajando, se “tá de boa”,...

Quando se está com fome é bem parecido. Vai comer o que? Depende! A fome do estômago e a fome sexual são semelhantes. Ao saciar a fome do estômago, nutrimos nosso corpo. Ao saciar a fome sexual, nutrimos nossa alma.

Mas nem todo alimento faz bem para o corpo. Comer mal [fast foods, doces, refrigerantes, embutidos, enlatados, transgênicos, agrotóxicos] provoca doenças físicas.

Será que o alimento sexual possui a mesma semelhança? Sim, ele possui. E se você se sente com a mente e as emoções adoecidas, a resposta pode estar nas suas escolhas sexuais.

A boa notícia é que as coisas não precisam ser assim. A regra do “faça sexo” pode continuar existindo, mas não significa que você seja obrigada a atendê-la. Pelo menos não da forma como todo mundo tem feito. Podemos fazer nossas escolhas e elas podem, simplesmente, ser boas para nós.

Só que romper essa regra costuma ser [MUITO] difícil, justamente porque todo mundo faz igual, tem a mesma postura e entende como algo normal. Aí vem você querendo fazer diferente, querendo se respeitar, dizendo "não" enquanto todo mundo espera que você diga "sim"? Larga de ser estranha, eles dirão!

É preciso entender que há um comportamento padrão que alcança todas as pessoas de uma geração inteira. Quando estamos falando da nossa, a gente conhece as regras e é natural que a gente siga o fluxo e seja levada a pensar da mesma forma. Claro! Acabamos reféns do inconsciente coletivo, que tem um poder gigante sobre nós.

Há mulheres que, antes de viver experiências sexuais ruins, conseguem perceber que aquilo não fará bem para elas. Mas a grande maioria só se dá conta de que foi péssimo depois de viver a experiência. Nem todas têm coragem de reconhecer esse “fracasso pessoal”. Então, ignoram e seguem. Mas o vazio sempre aparece e povoa cada vez mais suas almas.

Há, entretanto, uma minoria de Mulheres que já compreendeu as desvantagens de se entregar a qualquer relação e não deseja mais o sentimento destrutivo e dolorido que a enfraquece depois do calor de um momento sexual. Já percebeu que o caminho não é esse, mas ainda não sabe qual direção deve tomar.

Não sei como é para você, mas a forma como normalmente ouvimos a sexualidade ser definida não costuma nos remeter a um estado elevado de espírito ou de consciência. Ao contrário, nos joga lá na promiscuidade, uma zona de vibrações muito baixas.

Olha o que o dicionário nos diz quando procuramos o significado de sexualidade: “Comportamento humano face a libido: lascívia, luxúria, libertinagem, voluptuosidade, volúpia, lubricidade, sensualidade, excitação, sexo e erotismo”. Procure o significado dessas palavras e observe o que você sente. Posso adiantar que não há doçura nas definições.

Diante de tudo isso, é preciso compreender coisas importantíssimas que nos envolvem. A primeira delas é que é desafiadora a missão de refletir sobre sexualidade sem cair em duas valas comuns:

1) A da pornografia
2) A da romantização

Na pornografia não há limites.
Na romantização todos os limites estão presentes.

Não quero ser absorvida pela força dessas duas vertentes. Vejo uma sexualidade muito diferente de tudo o que está estabelecido. É um olhar bem pessoal que tem sido construído a partir de muita reflexão sobre nuances peculiares da vida. Eu reflito muito porque recebo muita informação valiosa e regenerativa. Por esta razão compartilho.

Nesse processo, eu aprendi outra definição, que não tem nada a ver com o lado promíscuo e vulgar.

Aprendi que a Sexualidade é a expressão máxima de sensibilidade e de consciência sobre as forças da criação, capaz de promover o maior dos prazeres e o equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual de um ser humano.

Em razão disso, a sexualidade que pretendo ver elevada [e por isso faço esse trabalho] é a Sexualidade Consciente. Para ela não há regras humanas sustentadas em interesses. Há apenas as regras das leis da criação.

Outra coisa importantíssima que é preciso saber é que a "Geração Nada Pode" nos trouxe até aqui.

Nossas mães, pais, avós e avôs nascidos até a metade do século XX (1950, mais ou menos) viveram essa realidade de forma bem intensa. Eles não podiam nada! O namoro era no sofá com alguém vigiando, o rolê era na praça, na frente de todo mundo, e o beijo era a coisa mais difícil do mundo, conquistada com corações saindo pela boca. Por conta disso, muitos deles arrastaram até os nossos dias “tudo o que não pode” e viveram negando desejos, emoções, sensações. Arrastaram o pecado, o medo, a insegurança, a frustração, a ignorância, o nojo, a falsa ideia de santidade. Mas quando foram passar adiante, para seus filhos e netos, essa herança não foi aceita. A geração que veio em seguida [no caso a nossa] tendia a ser livre.

Chegamos, assim, à "Geração Tudo Pode". Seja o que for, pode! Se por alguma razão não pode, mas eu quero, simplesmente vou lá e faço! Os comportamentos demonstram que, em regra, as pessoas pensam: A vida é minha, nela mando eu, faço mesmo e não se meta!

E essa postura me fez lembrar um trecho do meu terceiro livro:

"Cada história, com o seu legado, fará com que todos possam aprender. Mas o sofrimento ainda é descomedido. Sofre-se muito por ignorar. Incontáveis seres humanos ainda usam o “cinto de castidade” imposto pelo inconsciente coletivo. Outros tantos já o quebraram, mas se destruíram com ele e estão muito machucados. A humanidade ainda permeia os extremos e sofre.
O entorno da vida é sexual e não há nada de errado com isso. O problema está em não saber lidar com a sexualidade. O que deveria ser a expressão máxima da liberdade humana tornou-se o poder manifesto em imposições, subjugações, pecados infundados ou o mais puro exercício de libertinagem, traduzido num quadro de desequilíbrio coletivo."
Livro Sexo e Vida: o resgate da força enfraquecida

De um extremo ao outro: Geração Nada Pode x Geração Tudo Pode. E é onde estamos!

Olhando daqui pra frente, quais os caminhos possíveis? Todos. A ideia não é limitar, mas sim libertar. Pensando nisso, perseguiremos de forma profunda e honesta o que estivermos sentindo. Já não importa a regra que nos fora imposta. Se é uma tradição, se todo mundo faz, se há cobranças. O que importa de verdade é o sentimento que surgiu da atitude que tomamos e da escolha sexual que fizemos. Se o sentimento que te visita é bom ou ruim, o parâmetro é exclusivamente seu, assim como as satisfações ou frustrações experimentadas.

COMO você se sente é o que importa para VOCÊ.

Se essa leitura fez algum sentido para você, poderemos, através do Programa Sexualidade Consciente percorrer um lindo caminho de troca de informações e reconstruções. O que iremos reconstruir? Nossa essência, fragmentada em muitos pedaços. Há algo esplendoroso em cada uma de nós que nos aguarda. O convite é para seguirmos em nossa própria direção e nos reencontrarmos. Com quem? Com o que temos de melhor: a nossa melhor porção de nós mesmas!

Escrevi com muito carinho. É grátis e está ao seu alcance. Basta clicar na imagem abaixo!


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

SOU MÃE DE MENINO E TENHO MUITAS DÚVIDAS SOBRE COMO FALAR DE SEXUALIDADE COM ELE


Seu menino está crescendo e, muito embora já manifeste os traços do adulto que se tornará, você ainda vê nele uma criança. Não importa a idade, os homens, em regra, precisam de cuidados e manifestarão essa necessidade ao longo da vida. Você é a pessoa que melhor conhece as inseguranças do seu filho. Sabe de longe o que ele está sentindo diante das situações da vida. Ele tem medos que o fragilizam. Nossos filhos nasceram para ser felizes. É o nosso maior desejo. Mas a insegurança, o medo e a fragilidade colocam a felicidade de um homem em sério risco. A expectativa é que ele manifeste fortaleza e não fragilidade. Por isso, as cobranças serão muitas e virão de todos os lados.

Muitas coisas podem fragilizar um jovem rapaz, mas a principal delas é a iniciação sexual. As maiores neuras dos homens giram em torno da ereção. Ser viril é uma condição para que alcancem o sucesso e se sintam intimamente satisfeitos. Mas eles precisam provar que são homens a cada relação sexual e isso os fragiliza. Isso os coloca numa situação e numa posição que não condiz com o status de “macho” que o mundo reservou para eles.

Não conseguir lidar com o peso de uma ereção, não corresponder às expectativas das pessoas e sentir-se cobrado e perdido diante de tudo isso pode levar a um caminho bastante dolorido. Os vícios costumam ser um desses caminhos. Álcool e drogas são os itens mais comuns de uma infinidade de recursos de fugas. Por mais amor que os pais tenham dedicado, não conseguem saber qual será a atitude do filho diante do encontro com a droga, ainda mais se estiver submerso nesse universo de inseguranças, medos, fragilidades, cobranças, agravado pelo peso da ereção e pela raiva por não saber encontrar a saída.

Quando a puberdade se aproxima fica evidente que algo precisa ser feito, conversado ou resolvido para que ele tenha tranquilidade em lidar com a própria iniciação sexual. Mas o que fazer? O que dizer? Sou eu, a mãe, que tenho que fazer isso?

Quando damos à luz um menino, recebemos duas grandes provas: a do desapego e o desafio de transformá-lo num grande homem. A primeira delas se apresenta em graus de dificuldade que variam de mãe para mãe. Desapego não é algo que nos tenha sido ensinado.

A outra prova [transformá-lo num grande homem] começa a ser posta em prática ainda na gestação. Trazer ao mundo um varão é motivo de grandes expectativas! Ao menos para a maioria das pessoas é assim.

Ocorre que nem todas as mães percebem que para transformar aquele bebê num homem completo, resiliente, seguro e feliz será preciso ensiná-lo a ser NEUTRO. Ao contrário, a ideia que se tem é a de que um “grande homem” é, em essência, forte, decidido, implacável, soberano em atitudes e decisões.

Mas nem sempre as primeiras manifestações daquele filho guardam relação com as expectativas criadas para ele. É comum a criança manifestar uma sensibilidade com a qual muitos adultos não sabem lidar. Sensibilidade para um homem é uma afronta aos pilares que sustentam a nossa cultura. Antes mesmo que se manifeste, já é duramente combatida, ainda que de forma silenciosa.

Existem regras pré-estabelecidas para o seu filho desde a notícia de que seria um menino, ainda em seu ventre. Muitas delas você avalizou sem se dar conta. Reforçou discursos, posturas e conceitos querendo somente o melhor para o seu menino. Mesmo sentindo algum desconforto, deixou que o tratassem “como um homem precisava ser tratado” para que se fortalecesse, afinal, homens precisam ser fortes. Acabou permitindo que ele recebesse doses de dureza e reforços psíquicos brutais sustentados numa compreensão equivocada do que aquele bebê precisava para ser feliz. É cultural dizer que menino não chora, que precisa ser forte, que é macho,...

Nada disso foi suficiente. Faltou o essencial: aparamentá-lo com informações honestas sobre a sexualidade humana.

Não saber qual é a melhor abordagem para falar com um menino sobre sexualidade é o de menos. A maioria de nós não sabe O QUE precisa ser dito por que nunca recebeu nenhuma informação coerente sobre a sexualidade masculina. Passamos nossas vidas acreditando numa verdade distorcida sobre a virilidade de um homem e perpetuamos ciclos de dor em nossos meninos, que se relacionarão e farão outras mulheres terem as experiências [doloridas] que tivemos.

Tamanha é a importância da iniciação sexual de um menino que, se as mães imaginassem todas as consequências que dela advém, jamais postergariam, delegariam ou se omitiriam nessa linda função de informar e amparar as descobertas sexuais de um filho.

E o que preciso fazer para dar outro rumo às histórias das nossas vidas?

Desaprender para reaprender.

Há um universo de informações e novos olhares sobre a sexualidade humana que nós, nossas crianças e adolescentes necessitam compreender.

Se você - a mãe - se abrir para um REaprendizado, as informações que serão apresentadas a você poderão chegar à sua criança através do olhar mais amoroso que ele poderia receber neste mundo. Se o seu coração acolher esse novo como a sua verdade, sem dúvida você saberá como se conduzir e como aparamentar o teu menino.

A proposta é uma mistura de intuição, coragem e respeito.

A mesma intuição, coragem e respeito que me impulsionaram a criar o Programa Sexualidade Consciente para tratar de tudo isso com as mães que se importam de verdade. Ele é grátis, está num lugar quentinho que você pode acessar clicando aqui:


 Programa Sexualidade Consciente


terça-feira, 16 de julho de 2019

SOU MÃE DE MENINA E NÃO ESTOU CONSEGUINDO FALAR SOBRE SEXUALIDADE COM ELA


Existe uma linha bem tênue que separa a infância inocente da pré-adolescência já não mais tão inocente assim. Geramos bebês lindas, fofas e com uma ternura inexplicável. Elas vão crescendo, vão se desenvolvendo, passam a se posicionar e a exigir que a gente também se posicione diante de um monte de situações. Faz parte do processo de reeducação.

Nós, as mães, donas do maior poder sobre aquela menina [ainda tão pequena], na intenção de protegê-la, costumamos classificar as situações e os assuntos em “apropriados”, “não apropriados” ou “proibidos” para a nossa criança.

O tema sexualidade é o primeiro da lista dos proibidos! Para muitas mães, ele arrasta informações perigosas, que podem despertar um interesse precoce. Todos os esforços passam a ser no sentido de mantê-la, pelo maior tempo possível, bem longe desse assunto e desse universo.

Mas muito rapidamente percebemos que ficamos sozinhas com a nossa classificação. Os assuntos “não apropriados” e “proibidos” que seguramos com mãos firmes escaparam por entre os nossos dedos sem que a gente notasse. Enquanto escapavam, nossas meninas se transformavam silenciosamente. Somente então nos damos conta de que estão mais mulheres do que a gente esperava, desejava ou estava preparada para lidar. Só então começamos a sentir que fizeram suas próprias descobertas sozinhas e já sabem muito mais do que deveriam [segundo os nossos critérios]. Aliás, sabem mais do que nós [pelo menos acham que sabem e, em alguns casos, sabem mesmo!].

É comum que a gente sinta muitos desconfortos. Preocupações, medos, dúvidas, até uma certa raiva. Sentimos que a distância já se instalou de um jeito brutal. A filha continua ali, onde sempre esteve, mas o coração dela está inacessível. Somos a mãe, mas não o alcançamos mais. Nem os pensamentos dela podem ser acessados. Tudo se tornou um silêncio estranho e só recebemos respostas incompletas, pois ela quase não fala direito com a gente.

O principal confidente da nossa menina, ainda tão criança, passou a ser o celular. Só que ele é uma janela escancarada para o mundo, absolutamente sem fronteiras. Através dele, ela se comunica com quem quiser e todos os tipos de informações chegam ou são buscadas por ela, principalmente os assuntos proibidos.

Agravante: O interesse pelos assuntos não apropriados e proibidos cresceu muito na medida em que não foram revelados por nós, as mães, há um tempinho atrás.

Que tempo foi esse?

Cometemos um erro básico, um equívoco amador ao acreditar que “ainda é cedo” para certos assuntos [sexuais]. Se houver interesse da criança, se ela perguntar, não é cedo... É O TEMPO DELA!!! A resposta para aquela indagação é que guardará a magia capaz de preservar a inocência ao mesmo tempo em que saciará a curiosidade da criança de um jeito absolutamente natural e respeitoso. Em outras palavras: quando a gente responde do nosso jeito, e esse jeito é honesto e amoroso, a curiosidade acaba porque a criança fica satisfeita. Tratamos a questão com naturalidade e de forma respeitosa e, assim, mantemos a sua inocência.

O tempo das revelações que preservam a pureza da criança está reservado à primeira infância. Até os 7 anos, o que for dito de forma honesta e natural, baseado na observação da natureza, será acolhido pela alma dela e permanecerá guardado em algum lugar quentinho, nutrindo-a da tranquilidade necessária. O contrário disso, ou seja, a não-resposta sustentada em omissão, mentira, postergação ou a resposta violenta, grosseira, destoante da necessidade que se apresentou, além de não saciar com tranquilidade, torna a criança, aos poucos, sedenta de curiosidade. Como ela matará essa sede, a adolescência dirá.

Se até os 8 ou 9 anos ainda é cedo para esclarecer a sua menina, aos 10 anos já é tarde! A informação chegará por outras fontes sem o carinho, a honestidade e a força que você, a mãe, transmitiria ao longo de toda a primeira infância.

Porque o interesse é tão grande?

Pelo simples fato de que a sexualidade é o que existe de maior e mais forte para um ser humano. É assim e não há nada de errado com isso. O despertar para a vida sexual ativa é um momento esplendoroso e merece ser amparado. A natureza reservou à mãe preparar e dar sustentação para as descobertas sexuais das filhas. Acompanhar a evolução que começa com o olhar, o coração palpitante, o frio na espinha. Depois o primeiro beijo, os próximos, tocar e ser tocada. Bem mais tarde, a copulação. Esperamos que tudo isso aconteça de uma forma consciente e num ritmo absolutamente calmo, repleto de sensações, sentidos e emoções. Mas não é o que temos visto por aí. Não tem sido assim...

Não informei. E agora?

Agora você pode "refazer o cálculo da rota". Se o caminho não era aquele, mude! Você não tem compromisso com o erro. Se começou a despertar e olhou para algo que antes não via, poderá trilhar um novo caminho, construindo uma nova realidade. Quando acolhemos em nosso coração uma necessidade real de mudança e desejamos verdadeiramente que ela aconteça, recebemos o auxílio necessário para que assim seja.

Ainda tenho tempo, mas não sei como fazer.

A maioria de nós não sabe como fazer. A maioria de nós não foi informada, acolhida, respeitada, tradada com honestidade. Muitas de nós sofreram abusos físicos, emocionais e psíquicos. Então, não saber como lidar ou agir é absolutamente normal. Mas não é natural. Natural seria estarmos em plenas condições de desempenhar o papel que nos foi reservado. Não nos tornamos mães para perpetuar ciclos de dor, mas para conduzir nossos filhos por caminhos que os levem a um estado elevado de suas próprias consciências. Para isso, a sexualidade humana possui papel fundamental, indispensável e insubstituível.

É chegado o momento de romper os ciclos de dor, um a um, e remover o véu da ignorância que nos impede de enxergar o que há de belo e sagrado na sexualidade que trouxe cada uma de nós até aqui.

Por mais de uma década tenho abordado os assuntos relacionados à sexualidade humana com mães, avós, mulheres e meninas, inclusive a minha. São muitas aflições compartilhadas, dúvidas sobre como falar, medos das consequências, sentimentos de incapacidade, vontade de delegar ou simplesmente se calar, evitando assim tanto desconforto. Mas se, como eu, você já entendeu que não dá para adiar ou se já sente que essa missão é sua e está procurando ajuda para lidar com tudo isso, gostaria que soubesse que me dediquei a um conteúdo muito especial, capaz de nos nutrir de informações valiosas para falar com as nossas meninas, de um jeito honesto e amoroso.

Esse conteúdo está reunido no Programa Sexualidade Consciente, num ambiente preparado para ser acolhedor. Se você quiser conhecê-lo, será uma honra. Clique aqui ou na imagem abaixo. Espero vê-la por lá e poder saber se algo que você viu em meus textos te ajudou. Abraços carinhosos, de mãe pra mãe!

 Programa Sexualidade Consciente

sexta-feira, 5 de julho de 2019

SOU ADOLESCENTE E JÁ VIVI MUITAS EXPERIÊNCIAS SEXUAIS COM PESSOAS DIFERENTES


"SOU ADOLESCENTE E JÁ VIVI MUITAS EXPERIÊNCIAS SEXUAIS COM PESSOAS DIFERENTES. ACHO QUE ISSO NÃO ESTÁ ME AJUDANDO A SER FELIZ. O QUE POSSO FAZER POR MIM? NÃO QUERO FICAR SOZINHA."

Perceber que se relacionar sexualmente com muitas pessoas diferentes não te faz feliz é a maior ficha que poderia ter caído nesta vida! E caiu para você! Se não caiu, pode continuar lendo do mesmo jeito, porque é muito difícil chegar a essa conclusão quando tudo ao redor conspira para acreditarmos que fazer o que quisermos [sexualmente] é absolutamente normal.

No começo, quando tudo é muito novo e ainda somos inexperientes, acabamos acreditando que ter uma vida sexual ativa é sinônimo de ter crescido e ser dona do próprio nariz. A gente cresce, menstrua e nosso corpo fica sensual com as curvas que surgem. Os meninos começaram a olhar. Os tiozões também [eles sempre olham!]. Começamos a sentir desejos e vontades. Começam a rolar beijos e, enfim, a gente se entrega!

Cada uma no seu tempo... Umas mais novas, outras mais velhas; algumas com o menino por quem se apaixonou, outras com qualquer menino [porque tinha bebido ou cedeu à pressão da turma], outras, ainda, por pura curiosidade.

Todas querem ser amadas. Mas também querem ver os meninos se jogando aos seus pés. Querem multidões deles correndo atrás, enlouquecidos, implorando. Isso parece ser o máximo!

Então, enquanto o verdadeiro amor não aparece para nos fazer plenamente felizes, vamos passando o tempo assim: vivendo o que tem pra hoje! Não é o menino ideal, mas é o que tem pra hoje! Essa é a regra e é o que todo mundo faz.

Perceba: viver o que tem pra hoje pode até ter se tornado normal, mas tem consequências. São justamente elas que nos interessam... AS CONSEQUÊNCIAS.

A primeira delas você já pode ter concluído sozinha: não está te ajudando a ser feliz. E preciso te dizer que não ajuda mesmo! A gente se machuca demais! Não é a quantidade de parceiros e experiências sexuais que nos farão felizes.

No projeto original [da nossa existência] somos íntegras [inteiras, completas]. Nascemos assim. A infância existe para que essa nossa integridade seja preservada e todos os nossos potenciais [dons, virtudes, talentos] possam se manifestar ou ser alcançados.

Mas nem sempre o projeto se cumpre. Aliás, raríssimas são as pessoas que permanecem inteiras. A maioria chega à adolescência e acaba se fragmentando de uma forma muito séria, com consequências dolorosas e profundas que comprometem de verdade as emoções e os estados da mente. Uma das [GRANDES] causas dessa fragmentação são as escolhas que fazemos e as práticas sexuais que mantemos.

Mulheres são diferentes de homens. A principal diferença [certamente a maior e mais importante] é que as mulheres podem gerar bebês em seus ventres. Isso tem uma importância que ninguém para pra pensar. É sagrado. É a única maneira de poder habitar o planeta Terra.

Sem as concepções, as gestações e os partos, nenhuma de nós estaria aqui. Gerar bebês é, portanto, necessário, permitido e abençoado. Mas há um momento certo para acontecer, requer preparo e escolhas conscientes. A adolescência definitivamente não é o melhor momento porque não houve qualquer preparo e ainda não se formou a consciência necessária para se fazer escolhas tão importantes [que definirão o destino e a qualidade das vidas envolvidas, no caso, a sua e do seu bebê].

Se a adolescência não é [definitivamente] o melhor momento para se ter um filho, porque, justamente nessa fase da vida, é que a gente “mais treina” para fazer bebês?

Viemos de uma infância que não nos manteve inteiras. Nossos pais acertaram muito em muitas coisas, mas erraram também. É assim com todo mundo. Acertos e erros sempre serão parte das nossas histórias. Só que alguns deles erraram mais do que acertaram. Alguns pais foram mais duros e brutais do que poderiam. Algumas mães foram mais ausentes e omissas do que deveriam. Algumas famílias não tinham a quantidade de afeto necessária disponível para a sua criança. Essa criança pode ser qualquer uma de nós. Se isso nos aconteceu, crescemos com uma parte não preenchida. E esse vazio tornou-se uma parte dolorida de nós, sem que soubéssemos defini-lo. A gente não sabe explicar muito bem, mas a dor está lá... Está no inconsciente e dá sinais em várias situações.

Uma forma bastante simples de perceber esse vazio é na carência. Observe o nome: carência afetiva [ausência de afeto]. Não importa se percebemos ou não a nossa carência. O que importa é que ela existe e, para supri-la, buscamos o outro. Num mundo de muita carência, muita gente busca o outro e se entrega, na esperança de ser preenchida. É também por isso que a pegação se tornou geral. Todo mundo pega todo mundo. É uma caçada. Beijar ficou banal. As deliciosas etapas de uma copulação desapareceram, resumindo-se apenas ao coito. Ninguém mais se entorpece com a energia que a relação provoca porque já chega todo mundo muito louco [entorpecido por álcool e drogas].

A busca é de um preenchimento para a alma, mas, agindo assim, sai mais esvaziada da relação, se fragmenta mais, se enfraquece e se entristece de uma forma que não dá pra acreditar. As relações não se firmam, não têm continuidade. O que resta? Partir pra próxima, porque o vazio aumentou. E se nada funcionar, você passa a se comportar como se não estivesse nem aí. Matadora, loka, a chapada do rolê. Dane-se!

O que posso fazer por mim?

Há tanto por fazer! Há tanto por saber! Você arrasta convicções milenares. Algumas das suas compreensões foram forjadas em seu DNA. O que isso significa? Que por muito tempo [milênios] as pessoas acreditaram em coisas que acabaram se tornando certezas. Essas certezas foram tão fortes para as que nasceram antes de nós, que, através do DNA, chegou até nós e, hoje, arrastamos correntes muito pesadas. Não precisa mais ser assim. Podemos nos sentir melhores, leves, seguras e felizes!

Transformar esse cenário, reverter essas convicções e ampliar suas compreensões é o que você pode fazer de melhor por si própria. Se você quiser, podemos passar juntas por momentos de descobertas transformadoras. Tenho muita coisa pra te contar através dos meus textos, vídeos, livros, palestras...

Numa época da minha vida, recebi informações que foram valiosas para mim. Compartilhei com mulheres próximas. Muitas delas acolheram as informações como suas verdades. Percebi que o que eu dizia tinha um poder transformador. O mesmo poder que me encantou, que me despertou e que está me devolvendo para mim mesma, dia a dia. Decidi registrar tudo para a minha filha, ainda criança. Só que guardar apenas para ela não faz o menor sentido. Então, resolvi compartilhar!

Hoje, todas essas informações estão à sua disposição. E porque estão? Porque você pode ter percebido que estava trilhando um caminho que não contribui mais com a sua felicidade. Talvez nunca tenha contribuído.

Se a sua busca te trouxe aqui, meu convite é para que você avance e saiba muito mais sobre a sua própria sexualidade de uma maneira honesta e amorosa. Tem muita mulher se permitindo a um conhecimento fantástico ao qual nunca teve acesso antes. Você também merece ter! Tudo o que escrevi para o Programa Sexualidade Consciente [inteiramente gratuito] foi feito para você. Quer conhecer? Vamos lá! Clique aqui ou na imagem abaixo.


 Programa Sexualidade Consciente


sexta-feira, 28 de junho de 2019

SOU MÃE E TENHO MEDO DA ADOLESCÊNCIA QUE RECEPCIONARÁ A MINHA CRIANÇA




"SOU MÃE E TENHO MUITO MEDO DA ADOLESCÊNCIA E DAS PRÁTICAS SEXUAIS QUE RECEPCIONARÃO A CRIANÇA QUE EU TROUXE AO MUNDO. ELA ESTÁ CRESCENDO..."

O medo é uma emoção primária; todo mundo sente. Em se tratando do Universo Materno, é ainda mais natural. E quando o assunto é a adolescência e as práticas sexuais que recepcionarão a criança que trouxemos ao mundo, nosso medo e preocupação podem tomar proporções bem maiores e muito desconfortáveis.

Conforme o tempo passa e nossa criança cresce, vamos sendo surpreendidas. Dizem cada coisa! Muitas vezes, nem sabemos de onde veio. Pode ter sido no colégio, no transporte escolar, no intervalo das aulas, no lanche, na entrada, na saída, na TV, no YouTube, no Google do celular de alguém... Pode ter sido numa circunstância normal da vida ou não.

O fato é que a informação chega e desperta algo em nossas crianças para o qual muitas de nós não se sentem preparadas para lidar: a iniciação sexual dos filhos.

QUÊ? Mas minha criança é muito pequena. Ainda não tem o menor cabimento falar em iniciação sexual.

Tem sim. Iniciação sexual não significa relação sexual. São coisas muito diferentes.

O que não podemos é esperar a adolescência bater à nossa porta para, somente então, perceber que o tempo voou e não iniciamos a nossa criança da forma como ela merecia.

Ainda que a gente não pense sobre isso, somos nós, as mães, que devemos cuidar da iniciação sexual dos nossos filhos. Nós os trouxemos ao mundo e somos as grandes responsáveis por eles.

A iniciação sexual de um ser humano começa com a mãe e isso é uma lei da natureza. O parto normal é vaginal. O bebê passa por ali como em um portal. Na verdade, é o portal sagrado que traz seres humanos para este planeta. No mesmo canal acontecem as relações sexuais. Se são feitas com amor ou não, o fato é que acontecem exatamente no mesmo lugar onde o milagre da vida se manifesta.

Aí o bebê nasce. Seu principal alimento vem do peito. As mamas, tão erotizadas, cultuadas, ostentadas, ampliadas com silicone são, em essência, fonte da mais sagrada nutrição que definirá a qualidade de vida daquele bebê.

Tanto a vagina quanto as mamas foram criadas para perpetuar a vida. São, portanto, sagradas. Mas como atribuir a real importância a algo tão grosseiramente banalizado? Pornografia, silicone, academia, roupas sensuais,... pegaram o que há de mais sagrado e transformaram numa grande busca por prazer.

Como aproximar a nossa criança desse universo? Por ser tudo tão erótico [e vulgar], ninguém quer falar. E assim a vida segue, numa eterna enrolação, evitando-se ao máximo ter que tocar nesse assunto.

Mas as crianças perguntam. E, muitas vezes, sem saber o que dizer, mentimos ou somos evasivas, deixando a resposta desonesta.

Mas como responder e preservar a pureza da nossa criança? Como remar contra tanto erotismo, tanta vulgaridade, contra essa busca insana por prazer que move a maior parte das pessoas?

Sendo honesta e respondendo apenas o que for perguntado.

O grande problema é que, numa conversa dessas, nossa história pessoal vai surgir. E se ela não nos causa orgulho, é possível que a dificuldade em falar seja enorme.

Não desejamos ser expostas, mas nem sempre as coisas que fizemos são confessáveis. Só que os nossos filhos não merecem ser enganados ou mau informados por causa disso. Eles merecem informações honestas que os tornem fortes, seguros e capazes de viver plenamente felizes. É nossa obrigação conduzi-los por caminhos de esclarecimentos. É nossa função mantê-los inteiros.

É possível que, antes de informar com honestidade, talvez tenhamos que cuidar de nós, do que pode aflorar em nós.

No mundo atual, se desejamos alcançar essa condição [de nos sentir completas e preenchidas], teremos que juntar nossos pedaços que se fragmentaram. São tantas as causas! São tantas as dores! São tantas feridas, partes embrutecidas, outras esquecidas em nós. Em maior ou menor grau, somos ou estamos assim.

Mas podemos fazer o caminho inverso, pois se, até aqui, nos distanciamos da nossa essência, o medo de que o mesmo aconteça com a nossa criança pode, além de salvá-la, salvar-nos!

Porque nossa história pessoal [sexual] pode não nos causar orgulho?

Porque não nos disseram nada a respeito das consequências da liberdade sexual que nos foi apresentada. Não nos prepararam. Não nos informaram. Estamos ignorantes, até hoje, sobre coisas importantíssimas ao nosso próprio respeito e essa ignorância tem consequências.

Por causa dela, enfrentamos estados emocionais dificílimos, sem, contudo, entender as causas das nossas dores, dos nossos desconfortos emocionais. Estamos presenciando e protagonizando o extremo oposto do que viveu a “Geração Nada Pode”. Somos a “Geração Tudo Pode” que ainda não encontrou a felicidade, ainda que a liberdade sexual seja uma verdade.

E quando falamos em verdades, somos obrigadas a olhar para a nossa própria realidade. Somos obrigadas a encarar o que de fato se apresenta. E, infelizmente, a imensa maioria das mulheres encontra-se insatisfeita com a qualidade das relações sexuais que experimenta.

Tanta insatisfação tem lavado a alguns cenários, dentre muitos outros, com infinitas possibilidades:

- Temperamento instável, muita irritação, descontrole, falta de paciência,...

- Repressão dos desejos e necessidades sexuais, embrutecimento, distância e negação sexual extrema,...

- Busca insana por prazer, muitos parceiros diferentes, traições, mentiras, tramas mirabolantes em busca de aventuras sexuais,...

Se esses cenários são familiares para você ou se através deles você se viu, os ciclos de dor certamente estão presentes nas tratativas com seus filhos.
  • Adiar respostas
  • Fingir que não percebe ou dar broncas exageradas quando percebe algum comportamento sexual diferente na sua criança
  • Fazer ameaças sobre iniciação sexual precoce
  • Ser omissa diante de uma situação que exige o seu posicionamento
  • Encerrar o mais rápido possível qualquer conversa sobre sexualidade
  • Terceirizar o tema [inclusive para o pai] 
Tudo isso são atitudes que evidenciam a presença dos ciclos de dor em você.

Não podemos perder de vista que o fato de estarmos tratando “do medo da adolescência e das práticas sexuais que recepcionarão a criança que trouxemos ao mundo” exigirá de nós uma capacidade de falar com honestidade com a nossa criança. E para que isso aconteça de verdade, teremos que encarar a nossa própria história sexual. Se ela nos causa vergonha, vontade de chorar e desconfortos na alma, isso precisará ao menos ser reconhecido por nós.

Uma vez conscientes sobre as consequências das próprias escolhas e dispostas a fortalecer a nossa criança, o nosso discurso deixa de ser vazio. Não precisaremos nos valer do medo, do pecado, da proibição para força-las a seguir pelo caminho que desejamos. Essa geração não aceita esse tipo de recurso limitador, castrador.

Falar com sentimento aos nossos filhos, conforme forem crescendo, reconhecendo inclusive nossas próprias falhas e as péssimas escolhas que fizemos [se é que fizemos], nos torna cúmplices num momento de fundamental importância para eles.

Aproximar os corações é isso: reconhecer que teme por eles, compreender o que estão sentindo, compartilhar as próprias experiências e amparar o processo de descoberta sexual sem impor recursos repressivos. Eles nunca funcionaram e são os grandes responsáveis pelos desequilíbrios que estamos vendo e vivendo.

Este texto é um convite ao aprofundamento dos assuntos sobre sexualidade consciente. Cuidei pessoalmente de um conteúdo muito especial [e totalmente gratuito] para que sejamos capazes de tornar nossos filhos e filhas sexualmente seguros e protegidos.

Você é minha convidada para o Programa Sexualidade Consciente. Quer conhecer? Clique aqui ou na imagem abaixo...

 Programa Sexualidade Consciente


sexta-feira, 21 de junho de 2019

MINHA MÃE NÃO FALA SOBRE SEXUALIDADE COMIGO


"MINHA MÃE NÃO FALA SOBRE SEXUALIDADE COMIGO. QUERO MUITO APRENDER, MAS SÓ ENCONTRO PORNOGRAFIA OU ANATOMIA. É SÓ ISSO O QUE EXISTE?"

Não, não é! Há muito mais por saber. E há muita coisa legal. É tudo muito grandioso, importante, verdadeiro, carregado de uma força gigante. E guarda segredos. Mistérios também. Sobre nós. Coisas que já deveríamos saber, mas por alguma razão, não está chegando ao nosso conhecimento. Então... eu vou te contar! Posso adiantar que é tudo infinitamente maior do que a ignorância humana nos faz acreditar!

Mas antes, preciso revelar que ter você aqui é o maior presente que eu poderia receber. É motivo de uma felicidade enorme ter essa oportunidade de poder falar a uma “menina” interessada, que busca respostas. Isso é muito raro! Então, não importa a sua idade. Só o que importa é VOCÊ!

Decidir pesquisar sobre sexualidade é desafiador. Primeiro porque precisa ser o mais escondido possível [as pessoas não sabem como lidar com as dúvidas sobre sexualidade dos adolescentes, então não incentivam e fingem que não existe]. Aí fica meio arriscado [vai que te pegam xeretando nessas coisas?]. Mas é surpreendente porque você sempre descobre coisas que mexem com você [a sexualidade tem esse poder]. Só que pode te decepcionar se o que você busca é uma informação honesta porque ela praticamente não existe! :/

O que está no Google é o que as pessoas sabem e, por isso, compartilham. Todo mundo sabe muito sobre pornografia, que é um jeito vulgar e obsceno de tratar a sexualidade. Mas é difícil encontrar alguém que reconheça que gosta, pratica ou consome conteúdo pornográfico. Em regra, isso é feito às escondidas.

É como usar drogas, sair com garotas ou garotos de programa, praticar pedofilia. Ninguém reconhece que faz essas coisas.

A lista de coisas inconfessáveis que os seres humanos praticam é bastante longa. Mas o fato de quase ninguém reconhecer que faz NÃO SIGNIFICA QUE NÃO FAZ. Ao contrário! Muita, mas muita gente MESMO pratica pornografia. E muita, mas uma infinidade mesmo de gente se interessa por isso sem avaliar se é bom ou se faz bem.

A sexualidade mexe muito com as pessoas. É muito forte! Então... todos estão em busca de sentir coisas diferentes, que provoquem prazer, que os faça delirar. Alguns escolhem esse caminho, o pornográfico.

O problema é que espalham na internet as coisas mais chocantes do mundo. Daí, quando uma menina busca respostas verdadeiras, não encontra. E acaba sem opções diante de tanto conteúdo ruim e inapropriado para o seu momento de descobertas. :(

Imagino você, uma menina, olhando para tudo aquilo que surgiu na tela e, acreditando que não existe mais nada, pensa que o jeito é entrar logo nesse universo estranho, já que todo mundo faz igual.

Preciso te dizer que não tem que ser assim. Você TEM outras opções.

Mas antes, vamos falar de outra coisa no Google que encontramos aos quilos... conteúdo sobre anatomia. Sim... Os seres humanos já estudaram muito sobre isso. A ciência já desvendou coisas incríveis sobre o funcionamento do corpo humano e tudo o que ele faz ou manifesta.

O problema é que anatomia não fala de sentimentos, de dúvidas íntimas, de afeto. Fala de partes do corpo, de reações químicas, de doenças e de tudo o que garantirá excelentes notas nas provas de biologia.

Tem que saber disso sim. É muito importante se conhecer. E eu recomendo que você entenda perfeitamente como o seu corpo funciona porque isso é autoconhecimento. Mas pode reconhecer: também não é isso o que quer saber uma menina que [se] desperta para a sexualidade.

O que essa menina quer saber?

Se essa menina é você e se já percebeu que a sexualidade guarda segredos e mistérios, você vai querer desvendá-los.

Certamente você já experimentou sensações prazerosas em suas áreas genitais [isso acontece desde pequena, com todo mundo, se intensifica com o tempo e é normaaaal!!!]. Talvez já tenha sonhado com momentos íntimos. Pode já ter percebido que alguns meninos te fazem sentir diferente.

São muitas coisas, muitas dúvidas, muita vontade de saber logo tudo isso.

Se não é pornografia, nem anatomia, que informação é essa que não se encontra em lugar nenhum?

São as verdades da alma feminina. Elas estão em você.

Quando uma menina descobre o que existe de bom na sexualidade, o mundo se torna um lugar muito melhor para se viver a partir dela e de tudo o que ela será capaz de sentir e de transformar praticando a sexualidade de forma consciente.

Se você quer informações honestas, elas estão te esperando. Eu cuidei disso pessoalmente... Clique aqui, querida! Ou na imagem abaixo.

Ela te levará ao Programa Sexualidade Consciente [totalmente grátis], onde você poderá percorrer um lindo caminho de descobertas sobre coisas que nunca te contaram sobre a sua própria sexualidade.

Mas se você é a mãe, avó, irmã, tia ou cuidadora da menina, tudo isso é pra você também!


 Programa Sexualidade Consciente






terça-feira, 12 de janeiro de 2016

KIRIKU E SUAS GENITÁLIAS



Há alguns anos fui presenteada com dois DVDs: Kiriku e a Feiticeira e Kiriku e os Animais Selvagens. O presente veio de uma sábia senhora negra. Ela é mais que uma amiga.

Os filmes me encantaram! O menino Kiriku foi criado para emocionar e vem cumprindo fielmente seu propósito. Cada vez que assisto, mergulho num universo muito particular de sensações vividas e sou surpreendida pelas soluções emocionais que ele apresenta para situações bastante delicadas. Minúsculo no tamanho, gigante na coragem e nas lições de vida.

Os filmes despertaram em mim um enorme respeito e admiração. Desses que nos fazem parar para saber mais quando vemos uma imagem, uma divulgação de peça de teatro ou uma nota nas redes sociais. Se o assunto é Kiriku, permito-me ao clique.

Há incontáveis aspectos que merecem aprofundamento, mas hoje senti necessidade de escrever sobre a naturalidade com que as genitálias de Kiriku e das demais crianças da sua tribo foram apresentadas no filme.

Vivemos num tempo intrigante. Ao mesmo tempo em que as questões sexuais estão completamente banalizadas, a negação ainda é extrema. Observe os desenhos animados e procure encontrar honestidade na representação da natureza fisiológica dos personagens. Quantos, dentre os desenhos que nos vêm sendo apresentados ao longo das nossas vidas, mostraram os órgãos genitais das crianças? E dos animais? Pênis, testículos, vaginas, mamilos. Nada é mostrado. Tudo é tabu. Bichinhos e crianças assexuados, essa é a ideia.

Eis que surge Kiriku com seu pênis e testículos naturalmente à mostra, como é e deve ser! Tudo bem que o filme retrata cenas da cultura africana. Mas se entendessem como um “desconforto” para o público e quisessem eliminá-lo, bastaria um tapa-sexo ou a simples supressão das genitálias para resolver facilmente o problema.

O que vejo na produção de Kiriku é um enorme respeito para com o público infantil e adulto, pois os filmes mostram não somente as genitálias das crianças, mas também os contornos de suas nádegas e as mamas das mulheres da tribo. O que é tratado com honestidade, respeito e de forma natural, chega com a lisura necessária, não agride e cumpre a sua função.

Adiar o momento em que as crianças serão apresentadas aos órgãos sexuais é um erro incorrigível. Ao contrário do que se imagina, não se está preservando a criança, mas sim limitando, despreparando e gerando um campo fértil para inconsequências. A formação sexual recebida até os sete anos cumprirá com louvor a função de fortalecer os laços familiares e a psique daquele ser humano em desenvolvimento. A desinformação, a omissão, a supressão das questões sexuais enfraquece, aumenta a curiosidade e afeta negativamente a forma como lidarão com a sua própria sexualidade.

Deixe chegar às suas crianças a informação que merecem receber. Se está na natureza, está certo, é como deve ser. Deixe que vejam como os animais procriam, como um parto acontece. Se lhes perguntarem, respondam com cuidado e honestidade. Permitam! Avalie se a educação que você recebeu foi suficiente para te transformar num adulto forte, seguro e sexualmente resolvido. Se a resposta for não, procure novos caminhos.

Se você não sabe como fazer ou o que dizer, apresento a você o Programa Sexualidade Consciente. Um conteúdo cuidadoso para guiar mulheres que estão em suas buscas pessoaia ou desejam guiar seus filhos e filhas pelos caminhos de uma educação sexual segura e amorosa. Para conhecer, clique aqui ou na imagem  abaixo.

Ah! E não deixe de assistir Kiriku. Todos merecemos esse presente, principalmente as nossas crianças. Veja de coração aberto. É lindo!

Com carinho, Juliana!

 Programa Sexualidade Consciente

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O PREÇO DA VERGONHA E A CULTURA DA HUMILHAÇÃO



Assisti recentemente à palestra “O preço da vergonha” de Mônica Lewinsky. Em 20 minutos ela conseguiu reverter em mim a imagem inquestionavelmente negativa que, há 17 anos, a mídia criou a seu respeito.

Num dos momentos da palestra ela diz que permaneceu sem se pronunciar publicamente pelos últimos 10 anos, mas decidiu quebrar o silêncio e explicou os porquês desta decisão.

https://www.ted.com/talks/monica_lewinsky_the_price_of_shame?language=pt-br

A palestra merece muitos elogios. É, no mínimo, ótima! Tão boa que me motivou a escrever novamente. Aborda, com sentimento, assuntos profundamente doloridos – cyberbullying, suicídio, depressão, humilhação, escracho em escala global – mas acima disso, desperta um olhar consciente sobre nossas escolhas... Escolhas feitas por amor e escolhas expressas em cliques.

Refleti muito sobre isso. Espero conseguir transmitir minhas impressões...

Graças aos avanços tecnológicos, estamos todos mergulhados num oceano de informações. Para onde olhamos, somos invadidos por imagens, vídeos, mensagens, sons. O que, disso tudo, nos prende a atenção? Depende das nossas preferências; do que nos causa alguma sensação relevante.

Facilmente constata-se que há muita preferência por tragédias, vexames, traições. Quanto maior o escândalo ou o estrago, mais atenção atrai. O problema é que por trás de cada episódio impactante há pessoas reais envolvidas. Suas vidas, sentimentos e saúde são duramente comprometidos por uma exploração irresponsável por parte de quem se interessa. E, honestamente, quem nunca se interessou por uma “desgraçazinha” qualquer? Quem nunca acrescentou sua dose de maldade gratuita a alguém que já está suficientemente exposto?

O fato é que há uma força monstruosa que gerencia esse interesse. A cultura da humilhação financia negócios milionários. Quanto mais cliques, mais propagandas são vendidas naquele espaço virtual, o que aumenta o consumismo e o lucro.

Mas satisfazer uma curiosidade (minha, sua, nossa) e deleitar-se com as sensações provocadas implica em ignorar o ser humano ali envolvido. Pode haver muita dor por trás de tudo o que a mídia mostra, inventa ou aumenta.

Somos “iscas de clique”. Iscas bobinhas, diga-se de passagem. E isso é tão sério! E é tão difícil não ser uma “isca de clique”. Mas é perfeitamente possível ter o controle sobre a nossa opinião, sobe o juízo que fazemos das coisas que nos são apresentadas. E mais: é necessário que paremos para nos observar diante do clique e das sensações provocadas depois de ter tido acesso à informação. O que lhe acrescentou? Você está melhor? Foi enriquecedor ou construtivo?

A ausência de compaixão e empatia, diz Mônica Lewinsky, tem provocado muitas mortes. As pessoas se matam depois de uma superexposição. Muitas vezes foram enganadas, filmadas sem permissão, perseguidas. Uma vez na rede, o planeta inteiro pode exercer seu livre-arbítrio e condenar ou demonstrar a sua compaixão. Lamentavelmente as condenações ainda são muito maiores do que as manifestações de compaixão.

Mas porque é assim? Para mim, uma das causas é o distanciamento. Na exata medida em que a rede nos aproxima, permitindo que nos comuniquemos ou vejamos em tempo real qualquer pessoa ou pedacinho do planeta, ela distancia nossos corações.

Temos nas mãos uma ferramenta fantástica de comunicação. Nossos celulares são capazes de conduzir a humanidade para um bem nunca antes visto. Somos os únicos responsáveis pelos cliques que escolhemos, pelas notícias que espalhamos, pelos vídeos que compartilhamos. As consequências de nossas atitudes virtuais acontecem em segundos. Que sejamos capazes de espalhar pelo mundo o que há de bom: ideias, soluções, esclarecimentos, reflexões que promovam uma higiene emocional em pessoas petrificadas por suas formas-pensamento.

Se você já se importa com a dor do outro e quer ser a mudança que deseja ver no mundo, atente-se aos seus cliques e observe-se diante das sensações provocadas. Ao identificar qualquer incômodo, prefira compartilhar duas (ou mais) boas notícias para cada tragédia da qual tomou conhecimento. Rapidamente você será um verdadeiro agente na melhora da qualidade da humanidade que está sobre a face desta Terra.

Ah!... Quanto às escolhas feitas por amor, Mônica pagou um preço bem alto. Mas o que fica para mim é a força com que hoje ela se apresenta. Sua experiência, sua sobrevida, a superação do colapso que arruinou não somente a sua carreira, mas principalmente sua reputação moral, e a forma como se conduziu em tal superação por quase duas décadas atribuíram-lhe um poder nunca antes imaginado. Poder este que ela tem usado para despertar consciência, compaixão, empatia, ou seja, através de Mônica Lewinsky, a vergonha e a humilhação, em seu mais alto nível, estão servindo à aproximação dos corações humanos.

Celebremos os despertares!



Imagens: Gettyimages e TED

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

RELACIONAMENTOS EM RUÍNA


Tenho sido convidada a saber de muitos casos de relacionamentos que não vão nada bem. Por onde quer que se olhe, lá está mais um casal em declínio.

As causas são inúmeras: o egoísmo, a frustração pelas expectativas não correspondidas, o desinteresse sexual, os romances paralelos, os vícios, os interesses de cada um que não encontram um bom termo. A lista é tristemente longa!

Briga e infelicidade. Discórdia e amargura. Irritação e violência. Agressão e raiva.

Há os que explodem. Há os que silenciam e acumulam. Mas todo mundo adoece, inclusive e principalmente os filhos.

Até os relacionamentos que aparentemente vão bem estão indo mal! Basta uma maior aproximação que facilmente se constata uma grande insatisfação. Às vezes nem é com o outro, é consigo mesmo!

Sempre há quem diga que essa visão é pessimista e recalcada. Preferem rotular quem escreve a enxergar a própria realidade. É compreensível! Dói demais se ver. É muito mais fácil negar e construir um cenário à base de tranquilizantes, do que enfrentar as consequências das próprias escolhas.

Estatísticas do Registro Civil da minha cidade: para a média de 20 a 25 casamentos a cada final de semana, 5 divórcios por dia! Casam-se 25, separam-se outros 25 casais em uma semana! Se casamento ainda está na moda, as separações estão competindo fortemente!

Mas porque os relacionamentos chegaram a esse ponto? O que fizemos das nossas relações afetivas?

A análise fugiria dos seus reais propósitos se abordasse todas as possibilidades, mas é possível afirmar que há um lapso ocorrendo com a maioria dos casais: o materialismo e a diversão como únicos objetivos.

Ao afirmar isso, despertei um profundo inconformismo: “Mas o que há de errado em um casal querer estabilidade financeira, conforto e momentos agradáveis de diversão e lazer? Pensei que era quase uma obrigação batalhar sua casa, seu carro, suas viagens, se esforçar para ter o melhor e garantir um bom futuro para os filhos!”

Realmente não há absolutamente NADA de errado com essa postura. Ela é excelente! Inclusive, todos os casais merecem alcançar tudo isso e muito mais! Só que não é só isso o que importa. Viver exclusivamente em função desse objetivo é uma atitude egoísta. Ainda que se busque o bem-estar da família, é egoísta.

Não fomos ensinados a olhar mais adiante. Na verdade, nem do lado. Perceber a necessidade do outro já é uma raridade nesse mundo corrido e competitivo. Dedicar-se a ajudar quem precisa é absolutamente utópico e pode muito bem ficar para depois.

O conceito de caridade que nos embutiram nos remete a um cenário de dó, de “gente feia” (porque “gente bonita” está se divertindo e desfilando o seu materialismo agudo), de coisas descartadas, de pessoas que poderão ficar nos incomodando, exigindo mais do que estamos dispostos a dar. Para não ter chateações, melhor deixar a caridade para quem gosta de fazer. As igrejas são ótimas nisso! “Deixa que o velhos fazem.”

A propósito: porque será que caridade é coisa de velho? Talvez porque tenham descoberto que “fora da caridade não há salvação”. Ainda que pareça um papo bem careta esse de “salvação”, seria muito bom olhar os velhinhos como pessoas que, com as limitações do seu tempo, viveram plenamente o livre-arbítrio e fizeram muita merda! Cada um com a sua cara de “bom velhinho” e “boa velhinha” pode ter sido um grandessíssimo filho da puta, manifestando egoísmo, raiva, ódio, ciúmes, inveja, como todo mortal que se prese. E depois de uma vida inteira de consequências, percebe que o fim realmente se aproxima e que olhar adiante se tornou a maior das utopias. O que lhe resta é olhar para trás e, por consciência, remorsos ou desespero, fazer algo pelo outro.

Mas voltando para os casais... Se não são, se esforçam MUITO para aparentar serem novos, lindos, inteligentes, com um ótimo humor e muito bom gosto. Na verdade, têm em comum a língua, que é afiadíssima. Diante deles, cogitar a possibilidade de um trabalho voluntário é ser tomada como ridícula. Mas surpreendentemente pode salvar uma relação.

Há pessoas de uma competência incrível que, com a maior facilidade, poderia resolver um problemão para uma entidade beneficente. Imagine a carência de profissionais especializados que essas entidades enfrentam?! O prédio e toda a parte de engenharia, arquitetura, decoração, hidráulica, elétrica. Soluções que economizam energia, que tornam o ambiente mais claro, arejado, fresco. A parte de informática, a comunicação virtual, o treinamento de pessoal, o suporte jurídico, a orientação nutricional das crianças e idosos, um relaxamento para os profissionais e pessoas assistidas, um teatro, corte de cabelo, cuidados odontológicos, pequenos reparos,... Ahhhhhhhhhh! Não é um compromisso eterno! É um começo, meio e fim bem feito que vale por uma vida! Preocupar-se com o bem-estar do outro e se beneficiar fazendo um trabalho bem feito. Nada mais!

Depois disso, a vida passa a ter outro sentido. A família passa a ter valor. O consumismo perde a função. Isso sim é batalhar um futuro melhor para os filhos! Deixar de consumir inutilmente é preservar o planeta que eles herdarão. Ajudar o outro se ajudando primeiro é ser conduta. Seu filho vai ser um babaca se só ficar atrás do que “tá na moda”. Desde as festas de aniversário, até a mochila, o tênis, os brinquedos,... Onde já se viu um personagem infantil estar ultrapassado? Eles são eternos! Perde-se a essência do lúdico e forma-se um “materialistazinho de meia pataca”. Depois reza para o filho ser feliz! Com que moral? Cadê os créditos para ter esse pedido atendido? Só porque você acha que merece?

Esse tipo de achismo é muito perigoso. A Mãe Natureza pode lhe reservar uma surpresa no percurso para despertar em você um lado que dorme profundamente.

Alguns casais já experimentam de plano a surpresa: trazem ao mundo filhos que se doam ao aprendizado dos pais. Emprestam-se a uma limitação física para resgatar a consciência espiritual adormecida daqueles que o amam. É lindo, mas muito dolorido!

Escrever tudo isso, ainda que seja visto com o tom da crítica, tem um propósito maior. Não me importarei com as contrariedades se alguém se sentir incomodado ao ponto de querer mudar para melhor.

Desejo, assim, que se incomodem profundamente para que sejam mais felizes e façam desse mundo um espaço melhor!

Espero, honestamente, estar fazendo um pouco da minha parte!

Imagem: Gettyimages 

domingo, 26 de janeiro de 2014

DOMINAÇÃO POR MI-MI-MI


Dias atrás vi surgir no meu feed de notícias do facebook: “Espero que antes de encontrar a pessoa certa você se encontre. Para que não a sobrecarregue com a ingrata responsabilidade de te fazer feliz.”

Uma reflexão que definitivamente motivou este texto!

Imagino que deva haver muitas pessoas nesta situação, com esta ingrata responsabilidade. Pensei nelas; no peso que carregam. Mas pensei também “no peso” em si.

Embora se apresente com muitas vertentes e perfis distintos, “o peso” traz uma característica comum: carência emocional excessiva que, de alguma maneira, prende o outro. É justamente no exercício dessa carência que se manifesta o seu “mi-mi-mi”.

“Mi-mi-mi” é aquela velha postura infantilizada de fazer bico, magoar, chorar por qualquer coisa, ser a eterna vítima, “ninguém me ama”, “ninguém me entende”, “nada dá certo pra mim”!

O ser humano nasceu para ser feliz. Quando chegou ao planeta, todas as condições já estavam criadas e elas não incluíam a ideia de que a felicidade de um dependeria do outro. As relações humanas interdependem e NÃO dependem! Há uma grande diferença.

A interdependência pressupõe reconhecer que você precisa dos outros para tudo e, se não fossem eles, você sequer existiria. Sem os seus pais, avós, bisavós, você não estaria aqui. Sem o agricultor, nada de comida e, assim, nada de barriga cheia. Sem o gari, nada de lixo recolhido. Sem todo mundo, nada de nada para a sua vida confortável! A equação é simples e lógica!

Já a dependência vai bem “na contramão” dessa equação! Quem depende é um porre! Se for um romance, no começo é até legal, pois parece prova de amor. Mas com o passar do tempo fica detestável. Esse passar do tempo às vezes é veloz e muito rapidamente a relação se apresenta como um fardo bem pesado.

Ficar forçando a barra, implorando atenção, viver em função de chantagem emocional, pressão psicológica, choros compulsivos, quadros de desestabilidade emocional, eterno muro das lamentações, chatice aguda em momentos delicados, entre tantas outras posturas lamentáveis, se não afastar, poderá sim levar o outro à dominação. A pessoa acaba incorporando a ideia de que é mesmo a responsável por aquela felicidade e, não querendo um mal maior, cede a tudo, sempre, e acaba dominado.

O preço é alto demais para todo mundo!

Para quem domina, a felicidade nunca será real. Haverá sempre a necessidade de se valer do “chororô”, do singelo olhar do Gato de Botas compondo aquela cara de coitado que ninguém tem coragem de contrariar.

Impossível ser verdadeiramente feliz assim. A sensação é de ter conseguido o que queria e isso satisfaz momentaneamente, mas não faz feliz.

Para quem é dominado, a satisfação pode até visitar seu ego no sentido de “sou insubstituível”, mas o desgaste pela sensação de estar amarrado e de ter sempre que ceder, acabará deteriorando sua capacidade de viver de forma prazerosa. Válvulas de escape passam a ser recursos bem aceitos nestas circunstâncias: embriaguez constante e mentiras para viver aventuras “calientes” são alguns exemplos.

Acreditar que alguém o fará feliz é até aceitável, desde que esse acreditar esteja acompanhado da necessária dose de realismo de que, caso não funcione assim, a vida continua sem grandes traumas, afinal, ninguém é de ninguém e o livre-arbítrio é uma realidade. Também é recomendável a plena ciência de que serão os esforços conjuntos que garantirão uma convivência saudável. Mas, acima de tudo, é muito bom que se saiba que nenhuma felicidade é permanente, assim como nenhum sofrimento, e atribuir ao outro a função de te fazer feliz é mesmo sobrecarrega-lo com uma responsabilidade das mais ingratas.

A felicidade é um prêmio! Uma vez merecedor, será feliz independentemente de qualquer companhia. Se você for capaz de resolver os seus próprios problemas, não será um problema para ninguém. Aí está o merecimento!

Alcançar satisfação pessoal por seus próprios esforços garantem que você seja um ser completo. Quando encontrar outro ser completo, a felicidade se manifestará de forma absolutamente real e natural.

Os problemas sempre existirão. Resta-nos aprender a ser parte da solução e, por livre e espontânea vontade e consciência, assistir o problema alheio para que todos vivam a interdependência na sua plenitude, sem ingratas responsabilidades.

Pare de “mi-mi-mi”! Não se esforce para ser odiado, detestado, indesejado. Se esforce para ser útil! Nessa utilidade a felicidade será sua grata companhia! ;)

Imagem: Gettyimages

domingo, 19 de janeiro de 2014

CANNABIS LEGALIZADA. E AGORA?



A legalização da maconha é um assunto polêmico. Em regra, quem apoia canabisa. Ainda que não canabise, o coletivo rotula como maconheiro e ponto. Algumas pessoas manifestam verdadeiro pânico acerca das suas consequências. Alegam que muitos jovens poderão se entregar ao vício pelo acesso facilitado à droga.

As justificativas políticas que levam os países a adotarem a medida são várias. A principal motivação é, sem dúvida, econômica. O alto custo dos tratamentos e seus ínfimos casos de sucesso, bem como o combate à criminalização (policiamento, sistema judiciário, carcerário,...) são exemplos de gastos exorbitantes do dinheiro público que não surtem os resultados minimamente esperados. Mesmo exorbitantes, tais gastos não se comparam à arrecadação tributária que advém da legalização da maconha. Há países em que a arrecadação de impostos será quatro vezes maior do que os gastos com tratamento e combate ao uso. Isto é incontestavelmente decisivo para a adesão dos governos!

Tanto o apoio dos usuários quanto o pânico dos que combatem a legalização apenas servem de base para as justificativas políticas. O fato é que a adesão dos países deverá crescer rapidamente, seguindo o modelo dos que inovaram.

Mas “e agora”? Cannabis legalizada, jovens tendo livre acesso, a indústria estimulando o consumo, os cofres públicos lucrando fortemente com o vício,... é o caos? Depende. Talvez seja o divisor de águas.

É fato que a maconha é a porta para o uso de outras drogas. Mas o álcool também é e está legalizado há décadas. O cigarro idem. A propósito, li que “a partir de meados do século XX, o uso do cigarro espalhou-se por todo o mundo de maneira enérgica. Essa expansão deu-se, em grande parte, graças ao desenvolvimento da publicidade e marketing”, ou seja, levou 60 anos para a sociedade viver o processo de recepcionar o charmoso cigarro, aderir ao vício, adoecer, reconhecer que mata dolorosamente e aceitar as limitações impostas a quem ainda fuma, como as áreas restritas e as imagens chocantes nas embalagens.

Um dos efeitos mais conhecidos do cigarro é acalmar o fumante. E a maconha? Canabisar provoca, entre outras, a sensação de bem-estar. O sujeito fica bem, esquece os problemas, experimenta momentos de profunda satisfação pessoal. Se o efeito passa e os problemas voltam a perturbar, ele canabisa de novo e se resolve, adiando por mais um tempo. Apresenta-se, portanto, um ser inativo!

Como em tudo, há exceções. Deve haver os que conseguem conduzir suas vidas de forma aparentemente normal fumando uma cannabis aqui e outra ali, mas muitos usuários estão se tornando inativos. Prova disso são aqueles indivíduos pouco produtivos, sem iniciativa (ou que só têm iniciativa, mas pouquíssima “acabativa”), que as empresas dispensam mais facilmente, que nada na vida dá muito certo, que giram em falso quase que permanentemente. São inativos. Apenas isso! Sempre foram assim? Necessariamente não, mas se tornaram ou se tornarão.

Muito diferente do cara batalhador, que se preocupa em ser útil, tem sonhos, objetivos, almeja independência financeira, preserva a saúde, valoriza a boa aparência, os cuidados com higiene pessoal, demonstra ânimo para viver e garra para resolver os próprios problemas.

O inativo não possui tais características, não entende porque não as possui, tampouco sabe como adquiri-las. Na verdade, tudo isso sequer importa. Diante de qualquer cobrança ou pensamento que o incomode ou traga desconforto, a cannabis se apresenta como a solução.

Resta, portanto, a blindagem das crianças. Elas terão chances se forem bem informadas e formadas dentro de um contexto de consciência e humanidade que as conduza para a natural espiritualização, independentemente da orientação religiosa. Saber das causas espirituais que a todos envolvem e fortalecê-las a partir desta compreensão.

Os pré-adolescentes já podem fazer suas escolhas baseadas no que lhes é apresentado. Têm livre-arbítrio e informação, mas raros são os que receberam formação. A estes está reservada a difícil decisão entre se divertir ou se tornar responsável.

Nasceram para ser responsáveis e humanos, mas dependem do que aprenderam até aqui.

A diversão pelo uso da maconha é uma escolha sedutora que poderá encurtar vidas consideravelmente, basta observar o estrago feito pelo ciclo do cigarro. Por mais que o ciclo da maconha tenha um tempo ainda desconhecido, é certo que a cannabis entra para o modelo industrializado do cigarro, à mercê do mesmo capitalismo tabagista.

Encarar a legalização da maconha como um divisor de águas é ser espectador de um cenário inovador, através do qual os usuários passarão a ser conhecidos. Sairão dos becos e das bocas para se emprestarem ao aprendizado coletivo. Que aprendizado será este apenas saberemos quando o ciclo da cannabis se cumprir.

O planeta já experimentou pragas, inundações, tornados, tsunamis, vulcões em erupção, geadas, incontáveis fenômenos que exterminaram parte da população mundial. Guerras também fizeram e ainda fazem esse papel. Mas em todos esses casos, inocentes e desavisados morreram sem opção de escolha.

Vivemos a era em que a morte precoce será uma escolha. É a seleção natural sustentada no livre-arbítrio.

Créditos Imagem: Gettyimages

sábado, 30 de novembro de 2013

2 ANOS DE PROJETO PHILAE


No aniversário de 1 ano do Projeto Philae, pedi para que "as necessidades se apresentassem". O público do blog aumentou e elas se apresentaram num volume muito maior do que os textos publicados. Mas os publicados é que valem.

Segundo a lição do livro Revelações 4 “A tradição oral morre com quem falou. Somente permanece aquilo que está escrito.”

Falei muito no primeiro semestre. Fiz palestras importantes para mim. Aprendi com elas.

Mas o que é dito morre com quem falou. : (

Mas eu escrevi! E o que escrevi, até aqui, permanece. : )

Então, eu prometo para mim que escreverei mais. Prometo por uma razão muito simples: porque consigo me emocionar com meus textos. Não que eu escreva brilhantemente, mas escrevo sentindo e como os sentimentos mudam com o desenrolar dos dias, quando releio, sinto novamente, com nuances e intensidades diferentes. Aí pondero: "se são capazes de provocar isto em mim, podem servir a mais alguém... vou publicar!"

E assim tem sido. E que assim seja!

Os dias que advirão guardam segredos e mistérios. Que eu possa observar e escrever sobre o que me couber, o que a mim se apresentar, se desvelar, de desenrolar, se desmistificar.

 
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