segunda-feira, 14 de novembro de 2011

“MEU FILHO ESTÁ ESTUDANDO!”


A todas as mulheres está reservada a capacidade de antever (aos homens também). Trata-se de um recurso absolutamente simples, porém capaz de evitar grandes tragédias. Antever significa ver antes; apenas isso! Para ver antes, basta ser observadora. Uma dessas observações deu origem a este post: o filho que está eternamente estudando. Como assim? É mais comum do que se imagina encontrar pessoas que se formam (graduação), se especializam, fazem mestrado e doutorado para, somente depois, arrumar um emprego. Com a primeira formação já se tornam capacitadas para excelentes cargos, mas preferem esperar o doutorado para, aí sim, ganharem muito dinheiro com um emprego fantástico. Ocorre que, no fim das contas, acabam não fazendo nada, porque nenhum emprego é suficientemente bom. Passam uma vida inteira sustentados pelos pais, que, por sua vez, permanecem sustentados no discurso: “meu filho está estudando!”, ou seja, vivem de status, já que não é qualquer um que possui um mestre ou um doutor na família. Mas a idade chega e esse filho torna-se um ser que vive de expectativas; sem nada concreto. Ele pensa em mil possibilidades para enriquecer e não faz nada efetivamente. Pessoas nesse quadro adoecem muito rapidamente. Nada produzem; apenas consomem e vivem de planos. Isso adoece o tecido social; adoece o entorno, aonde quer que estejam. Suas vidas resumem-se a apenas idéias, conversas pouco construtivas e status. Um homem nesse quadro adoece a mulher com quem ele se envolve. Ainda que não haja relação sexual, em se tratando de energia, um beijo basta para que ela fique como ele (beijoqueiras de plantão, cuidado!). Então, mãe de filho que estuda, não projete no seu rebento (que já pode estar marmanjo) um sucesso profissional ímpar. Permita que ele pare de pensar em arrumar o melhor de todos os empregos e passe a criar empregos (porque não?). Deixe que seu filho pratique os ideais de adolescente, que faça a diferença, ou melhor, deixe que ele faça alguma coisa! Se suas condições financeiras são suficientes para sustentá-lo enquanto “estuda” (por tanto tempo), crie condições para que ele faça um bem maior o quanto antes. Projetar-se para um futuro distante visando sucesso, reconhecimento e fortuna, é prova de pouca inteligência. Anteveja, observe, utilize seu “sentir” para alcançar a compreensão de que apenas será verdadeiramente feliz aquele que for útil para o meio. Você não quer ver seu filho infeliz e doente, quer?
Imagem: Gettyimages

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