quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SOM GUTURAL


Poucas coisas são tão gostosas para uma mulher do que ser surpreendida por uma voz manhosa, acompanhada de um sonsinho gutural, próprio de bebês, de um homem com cara de apaixonado. É uma delícia e não importa o que ele esteja querendo; se pedir assim, certamente conseguirá! Posso dizer que esse post é um grandissíssimo estraga-prazer, porque ele denuncia um comportamento absolutamente capcioso por parte dos homens.  Diz o Dic Michaelis que capcioso é aquele que tem argúcia para iludir, caviloso (fingido), manhoso, ardiloso, insinuante, envolvente. Não que façam isso por maldade, mas é inegável que se trata de um infalível recurso de convencimento. De alguma maneira eles, os homens, sabem que nós, mulheres, temos um “chip” cuja senha é o tal som gutural. Uma vez emitido, elimina a racionalidade feminina e acessa uma área reservada aos bebês. Assim, conseguem o que querem, seja o que for.  Ou você, que lê este post, é capaz de negar que o homem pelo qual se apaixonou tem essa capacidade e consegue de você coisas inacreditáveis? Pois é! Não importa a idade, todas temos o mesmo “chip” e todos conhecem a senha de acesso. Depois desse post, continue com a postura que lhe for mais aprazível, mas, por favor, seja capaz de perceber o momento em que está sendo capciosamente convencida e não se permita a uma decisão da qual possa se arrepender depois. Grandes mulheres de antigas civilizações deliciaram-se com sons guturais sem perder a segurança, as medidas e o bom senso diante de um recurso “mais velho do que andar para frente”. Elas tinham inteligência emocional para lidar com seus varões.
Imagem: Gettyimages

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